
SANTA JOGA MAL, MAS VENCE E RESPIRA NO RETURNO
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 19.03.2009
Tricolor bate Ypiranga, por 1x0, com gol de Márcio e segue vivo. Vaga na Série D fica mais perto.
-Tricolor bate Ypiranga, por 1x0, com gol de Márcio e segue vivo. Vaga na Série D fica mais perto.
Foi uma atuação típica do Santa Cruz versão 2009. Faltou qualidade técnica, entrosamento e muitas vezes eficiência no mais básico dos fundamentos. Sobrou correria e destemor. Um golzinho do guerreiro Márcio Barros, aos 31 minutos do segundo tempo, bastou para garantir a vitória tricolor em cima do Ypiranga, ontem à noite, no Estádio Otávio Limeira Alves, em Santa Cruz do Capibaribe, pela quinta rodada do segundo turno do Campeonato Pernambucano. Somente um desastre, daqueles que até mesmo no imprevisível futebol é difícil de se ver, tira a classificação da equipe comandada por Márcio Bittencourt à primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro.
Não é somente isso. Os três pontos de ontem à noite mantêm o Santa Cruz respirando na briga pelo título do segundo turno do Estadual. Os corais diminuíram para dois pontos a diferença em relação a alvirrubros e rubro-negros, líderes e vice-líderes, respectivamente. A distância agora é de 12 para dez pontos. No próximo domingo, no complemento da quinta rodada, a Cobra Coral vai ficar “secando” o Timbu diante do Central, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, e o Leão contra o Porto, no Estádio da Ilha do Retiro.
Curiosamente, Porto e Central são justamente os dois adversários mais próximos – apesar da distância na pontuação – na luta pelas vagas na Quarta Divisão. Na classificação geral, os tricolores chegaram aos 34 pontos contabilizados. Com uma partida a mais, são 12 pontos de diferença para o Gavião do Agreste e 14 à frente da Patativa. Após o fechamento da rodada, ficarão faltando 18 pontos a serem disputados pelos 12 participantes.
A distância imposta para os clubes intermediários na classificação, entretanto, não vem sendo traduzida em diferença técnica nos jogos. Ontem foi mais uma prova disso. Com sérias dificuldades de trocar passes ou ficar com a bola mais tempo que o adversário, o Santa Cruz correu risco de levar gol o tempo inteiro, até mesmo quando já vencia por 1x0. O goleiro André Zuba trabalhou bastante e ainda viu uma bola estourar no seu travessão no segundo tempo.
O equilíbrio deu o tom do primeiro tempo no número de chances criadas. Descansado, porém, o experiente e conhecido volante Wilson Surubim fez a diferença no meio de campo. Ele mesmo, que já passou pelo próprio Santa Cruz, pelo Náutico e pelo Sport. Mas é justamente na Máquina de Costura, onde surgiu bem, que parece mais à vontade para desempenhar o seu futebol. Armou o time o tempo inteiro, chamou a responsabilidade para si e “entrou” nos volantes corais. Ainda perdeu uma oportunidade clara de gol aos 44, chutando nas mãos de Zuba.
No segundo tempo, dois estreantes jogaram. O lateral-direito Marcos Tamandaré entrou no lugar do companheiro Parral. O volante Alexandre Oliveira substituiu o atacante Roger. Foi com os dois em campo, aliás, com as três substituições tricolores já realizadas, e novamente com a maior posse de bola nos pés do Ypiranga, que o Santa Cruz chegou ao gol da vitória. Nas partidas à disposição, foi a primeira vez que Márcio Barros iniciou apenas “torcendo”, no banco de reservas. O “iluminado” entrou no lugar do zagueiro Sandro e não demorou para balançar as redes. Aos 31 minutos, soltou a bomba da meia-lua da grande área. A bola ainda desviou em um defensor antes de entrar. Antes do apito, poderia ter marcado o segundo, aos 44.
Não é somente isso. Os três pontos de ontem à noite mantêm o Santa Cruz respirando na briga pelo título do segundo turno do Estadual. Os corais diminuíram para dois pontos a diferença em relação a alvirrubros e rubro-negros, líderes e vice-líderes, respectivamente. A distância agora é de 12 para dez pontos. No próximo domingo, no complemento da quinta rodada, a Cobra Coral vai ficar “secando” o Timbu diante do Central, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, e o Leão contra o Porto, no Estádio da Ilha do Retiro.
Curiosamente, Porto e Central são justamente os dois adversários mais próximos – apesar da distância na pontuação – na luta pelas vagas na Quarta Divisão. Na classificação geral, os tricolores chegaram aos 34 pontos contabilizados. Com uma partida a mais, são 12 pontos de diferença para o Gavião do Agreste e 14 à frente da Patativa. Após o fechamento da rodada, ficarão faltando 18 pontos a serem disputados pelos 12 participantes.
A distância imposta para os clubes intermediários na classificação, entretanto, não vem sendo traduzida em diferença técnica nos jogos. Ontem foi mais uma prova disso. Com sérias dificuldades de trocar passes ou ficar com a bola mais tempo que o adversário, o Santa Cruz correu risco de levar gol o tempo inteiro, até mesmo quando já vencia por 1x0. O goleiro André Zuba trabalhou bastante e ainda viu uma bola estourar no seu travessão no segundo tempo.
O equilíbrio deu o tom do primeiro tempo no número de chances criadas. Descansado, porém, o experiente e conhecido volante Wilson Surubim fez a diferença no meio de campo. Ele mesmo, que já passou pelo próprio Santa Cruz, pelo Náutico e pelo Sport. Mas é justamente na Máquina de Costura, onde surgiu bem, que parece mais à vontade para desempenhar o seu futebol. Armou o time o tempo inteiro, chamou a responsabilidade para si e “entrou” nos volantes corais. Ainda perdeu uma oportunidade clara de gol aos 44, chutando nas mãos de Zuba.
No segundo tempo, dois estreantes jogaram. O lateral-direito Marcos Tamandaré entrou no lugar do companheiro Parral. O volante Alexandre Oliveira substituiu o atacante Roger. Foi com os dois em campo, aliás, com as três substituições tricolores já realizadas, e novamente com a maior posse de bola nos pés do Ypiranga, que o Santa Cruz chegou ao gol da vitória. Nas partidas à disposição, foi a primeira vez que Márcio Barros iniciou apenas “torcendo”, no banco de reservas. O “iluminado” entrou no lugar do zagueiro Sandro e não demorou para balançar as redes. Aos 31 minutos, soltou a bomba da meia-lua da grande área. A bola ainda desviou em um defensor antes de entrar. Antes do apito, poderia ter marcado o segundo, aos 44.
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