quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pernambuco na Seleção Brasileira


PERNAMBUCO NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Júlio José Bezerra

Givanildo é o representante de Pernambuco na Seleção Brasileira de Futebol, convocada na noite de quarta feira, na CBD, para a Copa Atlântica. Para os pernambucanos foi feita justiça, pois desde há muito tempo que o atleta estava merecendo a chance. O Santa Cruz, tem, assim, o seu mais famoso jogador relacionado por Osvaldo Brandão, como um dos 18 jogadores da Seleção Brasileira.
Givanildo José de Oliveira, pernambucano, 27 anos, casado, é profissional do Santa Cruz desde 1969, onde iniciou sua carreira. Chegou para o Arruda em 1968, atuando como ponteiro direito dos juvenis, ascendendo à equipe principal no ano seguinte, a 31 de março, no jogo em homenagem à data da Revolução, como ponteiro esquerdo. No ano seguinte foi deslocado para a posição de médio volante onde permanece até hoje. Esteve na mira do Coríntias, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vasco, Flamengo, Fluminense, Grêmio e recentemente até o Esporte Clube do Recife quis contratá-lo. Muito antes da sua convocação para a Seleção Nacional, o presidente José Nivaldo de Castro o considerou inegociável e imprescindível para a campanha deste ano.

A HISTÓRIA DE UM MENINO POBRE DE OLINDA QUE HOJE É UM CRAQUE NACIONAL

Givanildo, cujo apelido de clube é "Topo Gigio", uma vez que na época em que surgiu no futebol este personagem da TV era coqueluche do momento, disse que não ficou surpreso com a convocação, embora em outras oportunidades tenha se decpcionado.
Há muito tempo que se falava em Givanildo para a Seleção Brasileira e sempre que saia a relação, ele, ansiosamente, esperava seu nome na lista. Desta vez, como das outras, esperou. Mas sem a mesma ansiedade, a fimde evitar nova decepção.
Quando da convocação da seleção da Caixa Econômica, Givanildo foi preterido. De pernambuco seguiram Ramon, do Santa Cruz, Assis, do Esporte. Naquela oportunidade, Osvaldo Brandão, técnico da CBD, confidenciava a amigos que nada tinha a ver coma convocação e que "Givanildo não perdia por esperar".
Quando do jogo Santa Cruz x Cruzeiro, oportunidade em que o Cruzeiro venceu, Brandão em conversa com amigos fazia mil elogios ao futebol de Givanildo, considerando-o um jogador de "excepcionais qualidades".
Ontem a notícia estava confirmada: Givanildo na Seleção Brasileira. O jogador demorou a acreditar, pois afinal de contas "gostaria de saber da confirmação". Ele sabe que a luta será árdua, pois para o meio de campo, além dele próprio, Falcão e Paulo César, do Inter, Rivelino, do Flu, e Chicão, do São Paulo, foram convocados. Não viu injustiça no não chamamento de outros atletas e diz o por que: "Quando deixei de ser convocado não me julguei injustiçado. O Brasil tem muitos jogadores".
Na realidade, daquela "safra" de Luciano, Ramon, Fernando Santana, Rivaldo, Nivaldo, Cuíca, Givanildo, poucos ganharam projeção nacional. Ultimamente, apenas Luciano, ramon e Givanildo eram lembrados para as seleções e finalmente Givanildo teve a sua chance.
Não sendo possuidor de um porte atlético como Chicão, mas com um futebol elegante, técnico e eficiente, Givanildo poderá se firmar como otitular da posição e se garantir para futuras seleções, principalmente com vistas a Copa do Mundo de 1978, quando ele estará com 29 anos, mas em condições de continuar nos planos.
Givanildo, o ex office boy de Paulo Duarte, o garoto do juvenil que Valdomiro Silva quis arrumar um clube no futebol cearense e Gradim não deixou. O menino que Duque resolveu tirar da ponta esquerda para uma emergência e se consagrou como médio de apoio, é, agora, um dos 18 jogadores selecionados por Osvaldo Brandão para a Seleção Brasileira. O menino pobre da Vila Popular, em Olinda, cuja maior preocupação era dar uma melhor condição de vida a seus familiares, se vê agora no ponto mais alto imaginado por qualquer jogador de futebol: convocado para a Seleção Brasileira. De gênio impulsivo, de um comportamento estranho, pois ora se apresenta como um elemento introvertido, ora como um atleta que tem espírito de liderança, eis Givanildo, o craque do Santa Cruz na Seleção Brasileira.

Publicado no Diário de Pernambuco, Recife, em 16.01.1976.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Livros com retrospectos sobre o Santa Cruz


Depois do grande sucesso de

Santa Cruz - Retrospecto
1914 a 1959

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Santa Cruz - Retrospecto
1960 a 1979

Com o mesmo formato do primeiro volume.

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Conteúdo do livro:

20 anos de história com grandes conquistas

Oito títulos de Campeão Pernambucano
[O Penta, o 2º Super (1976) e o Bi 1978-1979]

Campeão do II Torneio PE-PB, em 1962

Primeiro jogo internacional no Arruda, em 15/05/1966
[Santa Cruz 2x2 Belenenses]

Campeão da Taça Cidade do Recife, em 1971

Três títulos de campeão do Torneio Início (1971, 1972 e 1976)

Jogo de estréia em CBs da 1ª Divisão, em 07/08/1971

Campeão de Torneio com participação da Seleção Tcheca a quem venceu por 4x0

Título de “Fita Azul” do futebol brasileiro, com 12 partidas invictas no exterior

24 fotos de times do Santa Cruz com, pelo menos, uma foto para cada ano

Estatísticas diversas englobando o período de 1914 a 1979

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Carlos Celso Cordeiro
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A lugar nenhum


A LUGAR NENHUM

Clóvis Campêlo

Reclamam os amigos - com razão - do abandono a que este blog foi relegado nos últimos dias. Confesso, companheiros, que não é fácil encontrar motivos e notícias para movimentar um blog sobre o nosso clube de coração quando esse clube encontra-se sem rumo certo e sem perspectivas imediatas de sucessos.
Disputamos hoje uma Copa Pernambuco desqualificada, com equipes medíocres que nada têm a acrescentar de positivo à nossa história e ao nosso passado de glórias (que já está ficando distante, por sinal!).
No ano passado, já vivemos essa ilusão de que o certame serviria como uma etapa preparatória ao campeonato estadual. Esse ano, tentam nos fazer engolir o mesmo engôdo. Não é fácil. Parece que andamos em círculo, perdidos, e voltamos sempre ao mesmo lugar, ao local de partida.
Pergunto eu, e perguntar não ofende: se não iremos disputar o Estadual de 2010 com esse time e com esse treinador, o que estamos fazendo aqui? Para um clube com a tradição e o passado de glórias do Santa Cruz, isso não faz sentido.
Assim sendo, recusei-me a catalogar a tosca derrota para a Cabense e até mesmo a vitória suada e sacrificada contra o time da Acadêmica Vitória, sábado passado, lá em Vitória de Santo Antão. Sinceramente, não quero mais perder tempo com isso. Prefiro mudar o rumo do blog, transformá-lo, do que ficar a fazer estatísticas em cima de coisas insignificantes. Desse jeito, acredito que não estamos indo a lugar nenhum. Prefido aguardar o calor de dezembro e as novas perspectivas que daí possam surgir. Não vou mais ficar batendo prego em estopa. Não tenho mais saco para isso.
Prefiro volver os olhos ao passado e lembrar dos tempos de glória, sucessos e ousadias que vivemos. Por isso, a fotografia acima. Uma homenagem ao ontem, um "não" ao hoje, uma esperança no amanhã.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Santa Cruz 6 x 0 União Bandeirantes


GOLEADA DO SANTA SOBRE O AMADORÍSTICO SEUB
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 05.10.2009
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Pela Copa Pernambuco, corais fazem 6x0 em cima do frágil time de CatendeUm jogo, duas realidades bem distintas. Enquanto o Santa Cruz atuava com seriedade, prestigiando os mais de 3,4 mil fiéis torcedores que compareceram ontem ao Arruda, o Seub procurava seus 15 minutos de fama. Participando da Copa Pernambuco pela primeira vez, o representante de Catende deixou clara sua condição amadorística. Não pelo resultado, 6x0 para o Santa, mas por todas as dificuldades enfrentadas dentro e fora de campo.
O Seub só chegou ao estádio José do Rego Maciel às 14h45, meia hora antes do início do jogo. No vestiário, ninguém encontrava o uniforme. O padrão tinha vindo em outra van, que não as duas que trouxeram a delegação. “O Seub está começando. Espero que nos próximos anos, melhore a organização”, disse o técnico Nivaldo, ex-atacante do Náutico na década de 80.
Nivaldo, aliás, teve mais trabalho para pôr a equipe em campo. Apenas 16 atletas vieram ao Recife, sendo que o lateral-direito era o presidente do clube, José de Arimatéia. Goleiro reserva não havia. Sem falar que alguns “atletas” estavam acima do peso, o que comprometeu o rendimento físico. “Uns trabalham em usinas, outros na prefeitura, e dificilmente há treinamento. Nos reunimos só para jogar”, disse o zagueiro Santana, que no ano passado, enfrentou o Santa pela Copa Pernambuco pela Usina Catende e fez o gol de pênalti na derrota por 7x1.
Diante de um adversário tão frágil, a vitória do Santa era só uma questão de tempo. E o primeiro gol até que demorou a sair. Gaúcho, de cabeça, aos 16 minutos.
O tricolor fez o segundo aos 30. Thomas Anderson foi mais esperto que o goleiro Carlos e marcou. O arqueiro do Seub reclamou do assistente Paulo Stefanello, alegando que o atacante coral ajeitou a bola com a mão. O Santa marcou mais um gol ainda no primeiro tempo, com Elvis, de pênalti, aos 41.
A esperada goleada veio no segundo tempo. Gaúcho, aos 12, em outro pênalti, Roger, aos 20, e Gaúcho novamente, aos 38. O Santa formou com Fernando Henrique, Gilberto Matuto, Antônio Sena, Franque e Jéferson, Anderson, Leo, Miller (Natan) e Elvis, Gaúcho e Thomas Anderson (Roger).
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vera Cruz 0 x 2 Santa Cruz


SANTA VENCE OUTRA E JÁ ESTÁ NA 2ª FASE
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 01.10.2009
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VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – Em uma partida truncada, num gramado bastante irregular, o Santa Cruz venceu o Vera Cruz por 2x0, ontem à noite, no Carneirão e garantiu a classificação antecipada à 2ª fase da Copa Pernambuco. Os gols foram do atacante Gaúcho e do meia Elvis.
Com 10 pontos, o tricolor do Arruda só pode ser alcançado pela Cabense, que ontem bateu o Seub, por 2x0, e foi aos 7. O time de Catende tem apenas dois, enquanto o Vera Cruz segue com 3. Dois passam. A vitória coral começou a ser desenhada logo aos dois minutos, quando o artilheiro coral mostrou seu cartão de visitas. Em falta pela direita, Gilberto Matuto cruzou, Thomas Anderson desviou e Gaúcho completou, anotando seu quinto tento.
Mas a partir daí a partida ficou truncada. As equipes não conseguiam trocar passes, devido às péssimas condições do gramado. Com isso, apostavam nos lançamentos longos, quase todos improdutivos. O Santa ainda chegou com perigo duas vezes, mas Gaúcho errou as duas finalizações, dando a “cheirada”.
No segundo tempo, os dois times voltaram sem alterações. E o futebol fraco continuou. Dois dois lados. Sem poder de criação, os dois tricolores tocavam bola lateralmente, de forma improdutiva. Do lado do Vera Cruz, tentativas esporádicas de chutes de longa distância. Já o Santa passou a explorar mais as subidas do lateral-direito Gilberto Matuto, mas ele não conseguia dar prosseguimento às jogadas.
Aos 26, num lance isolado, Gaúcho fez boa jogada e tocou para Elvis ampliar. Depois, o Santa se fechou, garantindo o resultado e a quarta partida sem tomar gols.
Vera Cruz: Leo, Juninho, Vítor, Everton e Douglas (Rogerinho), Washington, Rodrigo, Kaká e Mizael, Douglas Recife (Júnior) e Gal. Técnico: Caio Simões.
Santa Cruz: Fernando Henrique, Gilberto Matuto, Alex Xavier (Antônio), Franque e Jefferson, Anderson, Leo (Memo), Miller e Elvis, Thomas Anderson (Natan) e Gaúcho. Técnico: Dado Cavalcanti.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Santa Cruz 5 x 0 Vera Cruz


GAÚCHO COMANDA A GOLEADA CORAL
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 28.09.2009
Na estreia como titular, atacante marcou quatro gols na vitória do Santa sobre o Vera Cruz, por 5x0.
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Sob a batuta do atacante Gaúcho, que marcou quatro gols em sua estreia como titular, o Santa Cruz goleou o Vera Cruz, por 5x0, ontem, no Arruda, pela terceira rodada da Copa Pernambuco. Com isso, o tricolor permaneceu na liderança do Grupo B, chegando agora aos 7 pontos – abrindo 3 para a Cabense, a vice.
Para o jogador, esse foi um ótimo primeiro passo em seu objetivo de permanecer no clube coral na próxima temporada. “Meu objetivo é ficar e disputar o Campeonato Pernambucano, todos sabem disso. Foi uma boa estreia. Sempre é bom começar com o pé direito dentro de casa”, avaliou.
Apesar de não apresentar técnica apurada, o time tricolor foi aplicado taticamente e não deu espaço para os atletas do Vera Cruz. Com a expulsão do zagueiro adversário Diego, aos 30 minutos do primeiro tempo, as coisas ficaram ainda mais fáceis para o Santa Cruz, que dominou a partida do começo ao seu fim.
O placar foi aberto na etapa inicial. Aos 9, Gaúcho se antecipou à zaga após cruzamento de Gilberto Matuto, pelo lado esquerdo. O atacante cabeceou com força e marcou seu primeiro tento no jogo. Aos 14, após presente de Rodrigo, que recuou errado para o goleiro Leo, Gaúcho tocou com tranquilidade para fazer outro.
No segundo tempo, após perder um gol feito aos 14, cara a cara com o arqueiro adversário, o artilheiro coral se redimiu aos 17. Depois de confusão na área, a bola sobrou para Gaúcho completar para a rede. Aos 21, o gol foi de Thomas Anderson, que só encostou para dentro em cima da linha após cabeçada de Gaúcho. Para finalizar, o veterano atacante marcou o seu último aos 23, após cruzamento rasteiro de Jefferson.
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Santa Cruz: Fernando Henrique, Gilberto Matuto, Gonçalves (Franque), Alex Xavier e Jefferson, Anderson, Leo, Miller (Natan) e Élvis, Thomas Anderson e Gaúcho (Roger Thompson). Técnico: Dado Cavalcanti.
Vera Cruz: Leo, Juninho, Diego, Éverton e Douglas, Vitor, Rodrigo (Rafael), Pio (Dias) e Mizael, Douglas Silva e Cacá (Rogerinho). Técnico: Caio Simões.
Gols: Gaúcho, aos 9 e 14 do primeiro tempo, e aos 17 e 23 do segundo, Thomas Anderson, aos 21 do segundo.
Cartões amarelos: Anderson e Leo (S).
Expulsão: Diego (V).
Público: 3.173.
Renda: R$ 15.255
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

União Bandeirantes 0 x 0 Santa Cruz

NADA DE GOLS NO JOGO DO SANTA CRUZ
Publicado na Folha de Pernambuco, Recife, em 21.09.2009
Tricolor ficou no 0x0, ontem à tarde, diante do União Bandeirantes, em Catende
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GUSTAVO PAES
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Aconteceu o esperado. O Santa Cruz encontrou um gramado em péssimas condições no estádio Leão XII, onde enfrentou o União Bandeirantes, na cidade de Catende, na tarde de ontem. Os tricolores mais esperançosos acreditavam que o Mais Querido conseguiria superar as dificuldades do campo para conquistar a sua segunda vitória na Copa Pernambuco. Mas não teve jeito. Apesar de ter criado muito mais oportunidades do que o seu adversário, a equipe de Dado Cavalcanti ficou no 0x0. Mesmo assim, com a vitória da Cabense sobre o Vera Cruz - time que o Santa Cruz recebe no próximo domingo -, o Terror do Nordeste assumiu a liderança isolada do Grupo B, com quatro pontos.
“Eu tinha recebido informações de que o gramado era ruim. Mas mesmo assim fui surpreendido negativamente com as condições do campo”, disse o treinador coral. As reclamações no pós-jogo mostram o drama vivido pela equipe coral. Ainda lutando para se adaptar às condições do gramado, o Santa Cruz fez um primeiro tempo tímido, mas mesmo assim controlou as ações. As melhores oportunidades, como era previsto, surgiram nas bolas paradas. Elvis, aos 12, bateu da entrada da área e a bola passou próxima ao gol do arqueiro Carlos.
No segundo tempo, os corais conseguiram encaixar melhor o seu jogo, já com o atacante Gaúcho, que fez a sua estreia com a camisa tricolor. “No segundo tempo, nós assimilamos melhor as dificuldades com o gramado e com a arbitragem. Criamos oportunidades, mas, infelizmente, não conseguimos aproveitar”, ressaltou Cavalcanti. Realmente foram várias chances de gol. Gilberto, Natan, Thomas Anderson e Gaúcho, já aos 42 do segundo tempo, viram seus chutes serem interceptados pelo goleiro Carlos. Pelo lado do União Bandeirantes, a única oportunidade foi com o atacante Renato, que fez boa jogada individual e chutou para uma defesa arrojada de Fernando Henrique.
E o jogo de ontem, em Catende, foi visto pelo novo gerente de futebol remunerado do Santa Cruz, Raimundo Queiroz, anunciado pelo clube no último sábado. Segundo ele, as dificuldades demonstradas pelos jogadores dentro de campo eram absolutamente previsíveis e naturais. “Encaro com absoluta naturalidade o desempenho dos atletas. O gramado era muito duro, complicado de se jogar futebol. A análise em cima da partida tem que ser feita posteriormente, de cabeça fria”, afirmou Queiroz. Sobre o futuro treinador do Santa Cruz, o dirigente assumiu que deve ficar com essa responsabilidade. “O trabalho é feito em conjunto, mas essa decisão deve ficar nas minhas mãos. Não temos que procurar necessariamente um treinador de Série A. Temos que analisar se um investimento desse tamanho vale a pena”.
Nos outros jogos da rodada de ontem da Copa Pernambuco, o Sport venceu o Belo Jardim por 1x0 e o Vitória bateu o Pesqueira por 3x1 (grupo A). Pelo grupo C, o Atlético foi derrotado em casa pelo Carpinense, por 1x0, enquanto o Náutico, em jogo emocionante, ganhou do Central por 4x3. Pelo grupo C, o Ypiranga sucumbiu em casa, diante do Timbaúba, por 3x0. No complemento da chave, o Sete de Setembro de Cupira venceu o Centro Limoeirense por 2x1.
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Santa Cruz: Fernando Henrique; Gilberto Matuto, Gonçalves, Alex Xavier e Jéferson; Anderson, Léo, Miller (Gaúcho) e Elvis; Gilberto e Thomas Anderson (Natan). Técnico: Dado Cavalcanti.
União Bandeirantes: Carlos; Alex (Kel), Magal, Leonardo e Missinho; Juba, Daniel, Marcelo e Rogerinho; Amaral (Walter) e Alisson (Renato). Técnico: Nivaldo.
Árbitro: Carlos Costa.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Santa Cruz 2 x 0 Cabense



GAROTADA DÁ VITÓRIA AO SANTA NA ESTREIA
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, 14.09.2009
Triunfo sobre a Cabense é o primeiro do tricolor em casa após cinco meses
João de Andrade Neto

Depois de cinco meses o Santa Cruz voltou a vencer no Arruda. Na estreia da Copa Pernambuco, o tricolor derrotou, com facilidade, a equipe da Cabense por 2x0, com gols dos pratas da casa Thomas Anderson e Miller. Aliás, ao todo cinco jogadores que começaram a partida pelo lado coral saíram das categorias de base. No decorrer da partida ainda entraram os jovens Mizinho, Natan e Thiago Henrique, que pela primeira vez vestiram a camisa vermelha, preta e branca entre os profissionais. A última vitória tricolor em casa havia sido no dia 12 de abril, sobre o Petrolina (3x1), pelo Campeonato Pernambucano.
A partida em si pouco chamou atenção. Contra um adversário limitado, os jovens tricolores na base da motivação não tiveram dificuldades para encontrar a vitória. Logo aos 14 minutos, o Santa abriu o placar. O meia Elvis, que retorna ao Santa após boa passagem pelo Salgueiro, recebeu pelo lado direito e teve liberdade para cruzar na área. Também sem marcação, Thomas Anderson só teve trabalho de escolher o canto e cabecear para o fundo da rede.
Após o gol, a Cabense chegou a obrigar o goleiro Fernando Henrique a trabalhar, mas o Santa seguia melhor. O tricolor ampliou aos 43. Em cobrança de falta, Miller levantou na área, jogadores dos dois times subiram para cabecear, mas a bola entrou sem tocar em ninguém.
No segundo tempo, com 2x0 a favor, os corais administraram o resultado. Com isso, o ritmo da partida caiu. A melhor chance do Santa ampliar veio aos 30 minutos, com Elvis, o melhor em campo. Em jogada individual, o meia entrou pelo meio da defesa da Cabense, mas chutou na trave.
Santa Cruz - Fernando Henrique, Gilberto Matuto (Mizinho), Alex Xavier, Gonçalves e Jeferson, Anderson, Léo Bartholo, Miller (Natan) e Elvis, Thomas Anderson (Thiago Henrique) e Gilberto. Técnico: Dado Cavalcanti.
Cabense - Djailton, Everton (Ciro Paraibano), Bruno Recife, Michael e Renan (Carlos Felipe), Lau, Fábio Moreno, Kaleb (Manuel Júnior) e Flávio Caça Rato, Márcio e Élton. Técnico: Doda Pereira.
Árbitro: Gleydson Leite. Assistentes: Ubirajara Ferraz e Charles Rosas. Cartão amarelo: Lau. Público: 4.336. Renda: R$ 24.080.

sábado, 12 de setembro de 2009

Débora Oliveira


Débora Oliveira foi a Garota Coralnet em janeiro de 2009, aos 20 anos.
Tem 1,72 metros, 60 quilos, é natural do Recife e do signo de Gêmeos.
Mais uma vez, pedimos licença ao site oficial do Santa Cruz para divulgarmos a imagem de outra torcedora capaz de enchar os olhos de qualquer amante do futebol.
Dá-lhe, Santa!

domingo, 30 de agosto de 2009

Rivaldo: da mágoa ao auge



RIVALDO: DA MÁGOA AO AUGE
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Antônio Falcão
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No dia 19 de abril de 1972, Marluce, mulher de Romildo Vítor, humilde jardineiro da prefeitura, deu à luz ao terceiro filho na maternidade da Encruzilhada, no Recife. Eles viviam em Beberibe, outro bairro da zona norte da capital de Pernambuco, e lá, na penúria, criavam Ricardo e Rinaldo, os dois primeiros rebentos. Mas a emoção com o recém-nascido fez o pai dizer “onde comem quatro, comem cinco”. E ir ao cartório de registro civil para dar o nome completo do novo guri ao escrivão: Rivaldo Vítor Borba Ferreira.
Seis anos adiante, quando Marluce e Romildo haviam acrescido à família as meninas Soraya e Cristiane, todos foram morar em Paulista, cidade da região metropolitana do Recife. Nessa época, após as aulas no Colégio Castelo Branco, e em busca de amealhar uns trocados para o sustento da casa, puxando o raquítico Rivaldo pela mão os irmãos mais velhos vendiam doce, bolo e salgadinho pelas ruas de Paulista. E aos domingos iam estrategicamente ao Janga – a praia mais freqüentada – oferecer à venda outros lanches e picolés. Assim, aos 11 anos, quando já estudava nesse mesmo colégio público, Rivaldo também pegou o tabuleiro e saiu de porta em porta vendendo um de-comer qualquer para ajudar a família.
Folgando da escola e do serviço ambulante, ele – à época, Vado de seu Romildo – batia peladas no campinho do Gonzagão, onde era a mais habilidosa das crianças descalças, a conduzir a bola como se tivesse um imã no pé e a se impor como atacante. Para Vado, além do futebol, outros brinquedos eram pegar passarinho e treinar galo de briga – às vezes, também vendidos para reforço da mísera renda doméstica. Só aos 13 anos, ele teve o apoio decisivo do pai para ser craque: um par de chuteiras. E Romildo ao presenteá-lo fez mágica com o seu baixo salário de servidor municipal. Adiante, em 1988, mais incentivo: o pai o levara para as divisões de base do Santa Cruz Futebol Clube, no Recife, onde por conta da subnutrição crônica Rivaldo teve que extrair todos os dentes estragados.
Mas em 89, unindo-se à mágoa de ser extremamente pobre, um novo pesar veio marcá-lo: o pai morreu atropelado por um ônibus. Deprimido, o órfão Rivaldo – já aparecendo no juvenil do tricolor pernambucano – quis desistir do futebol. E a mãe, sabendo do sonho de Romildo em fazê-lo jogador, não permitiu. Aí, aos poucos, o rapaz de 1,87 m de altura se refez psicologicamente e, em 1991, destacou-se no juvenil recifense na Copa São Paulo de juniores. Até Telê Santana, técnico são-paulino, pediu que o comprassem ao Santa Cruz. Só que o modesto Mogi-Mirim Esporte Clube, da primeira divisão paulista, chegou antes e o adquiriu. E em 92, com o pé esquerdo abençoado e íntimo da bola, esse artista do Recife exibiu o seu jogo técnico, fazendo do clube (por analogia ao escrete holandês de 1974 e à condição interiorana do Mogi) “o carrossel caipira”. Nesse time, aliás, em 13 de abril de 1993, percebendo o goleiro do Noroeste adiantado, Rivaldo chutou da divisória do campo para fazer o fantástico tento que Pelé não conseguiu.
Depois, o Mogi o cedeu ao Corinthians e ele, embora tenha se saído bem na equipe com 19 partidas e 11 gols, não era aceito pela torcida. Mesmo assim, em 16 de dezembro de 93, como corintiano Rivaldo estreou na seleção brasileira contra o México, em Guadalajara, sendo dele o único gol do jogo. E ao atacante foi outorgado pela revista Placar o troféu Bola de Prata desse ano. Porém, desde o quarto jogo pelo Brasil, ele já era em definitivo do Palmeiras, clube no qual seria campeão paulista e brasileiro de 1994, quando recebeu outro Bola de Prata. Mas os palmeirenses também o magoavam, tachando-o de prendedor, a confundir estilo cadenciado com individualismo. A resposta dele – após ter feito pelo clube alviverde 86 partidas e 57 gols em quase três anos – veio com o título de campeão estadual em 96. E ainda com o renome na Europa, para onde foi por 10 milhões de dólares pagos pelo galego Deportivo La Coruña , então saudoso do brasileiro Bebeto.
Contudo, em julho de 1996, antes de se apresentar ao time espanhol da Galícia, ele foi para os Estados Unidos incorporar-se à seleção nas Olimpíadas de Atlanta. E haja mágoa, pois ao perder uma bola na intermediária, o escrete da Nigéria empatou o jogo, vencendo a seguir o Brasil na prorrogação. Isso tirara do time canarinho a chance de ganhar a medalha de ouro – título inédito no futebol brasileiro – e Rivaldo passou a ser assim bode expiatório, pecha que o afastara da seleção por mais de um ano. Compensando, ele teve ótimo desempenho no Deportivo ao lado de Djalminha e Mauro Silva, e já nessa temporada seria ídolo na Espanha. Tanto que o Barcelona – do qual o fenômeno Ronaldo acabara de sair – despendeu US$ 29 milhões e o levou para a Catalunha, onde o pernambucano a cada lance iluminaria de talento o estádio Camp Nou.
Sim, no Fútbol Club Barcelona – de julho de 1997 ao primeiro semestre de 2002 – Rivaldo vivera a fase mais radiosa da carreira. Com ele, o Barça venceu a Copa do Rei de 97, tendo no time ainda Luis Henrique, Kluivert e Figo. Ano seguinte – quando em 10 de maio Rivaldo reeditara contra o Atlético de Madrid o mesmo gol da divisória do campo –, a sua equipe foi vitoriosa na Liga espanhola e na Copa da Europa. E bicampeã da Liga em 99. No plano financeiro, o craque alcançou o auge ao firmar contratos milionários – o que a partir de então lhe poria no rol dos atletas realmente ricos do planeta. Isso sem falar dos principais troféus a Rivaldo atribuídos. Como: melhor jogador estrangeiro da Liga (98) – do jornal espanhol Sport; melhor jogador da Europa (99) – da revista France Football; e, finalmente, disputando com o inglês Beckhan e o argentino Batistuta, o mais honroso e democrático – votado por 140 técnicos –, espécie de Prêmio Nobel do futebol: melhor boleiro do mundo, outorgado pela Fifa em 1999. Para tantos títulos e prêmios, o artista Rivaldo fez 130 gols e jogou 235 partidas pelo Barcelona. Mas em 2002, de posse do passe e com insolúveis divergências com o treinador Louis Van Gaal, o craque deu adeus aos espanhóis. É possível que nessa época ele tenha se despedido também de Rose, com quem casara em Mogi-Mirim e que lhe dera um casal de filhos – Rivaldinho e Thamyris.
Concomitante ao rosário de glória e honraria no Barcelona, Rivaldo voltou à seleção nacional em novembro de 1997, quando o episódio ocorrido nas malfadadas Olimpíadas de Atlanta fora esquecido. E na França o craque fez com brilho a Copa do Mundo de 98, da qual o Brasil saiu vice-campeão e o atacante ostentando a unanimidade de que foi o melhor brasileiro. Em 99, venceu para o país a Copa América, sendo ele o maior goleador. E nos dois anos seguintes, além de amistosos, Rivaldo participaria das eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, data esta em que – contando com ele como destaque – o Brasil se tornou pentacampeão mundial na Ásia. Assim, ao fazer o último jogo pelo País em 19 de novembro de 2003, o atacante contabilizaria 86 partidas e 38 gols. Desse total de jogos pela seleção brasileira ele saiu vitorioso em 55 ocasiões.
Uma vez longe do Barça, Rivaldo alugou-se à italiana Associazione Calcio Milan. E nessa bela equipe, ao longo de 13 meses de mágoa, faria 38 jogos, marcando apenas 8 pálidos tentos. Inconformado com o banco de reservas, ele de comum acordo com o Milan rescindiu o contrato. A seguir, em dezembro de 2003, Rivaldo voltaria ao Brasil para defender o Cruzeiro, à época treinado por Vanderlei Luxemburgo. Porém, com o desligamento desse técnico do clube e um desempenho do atacante abaixo da crítica, Rivaldo, dizendo-se solidário a Luxemburgo, pôs fim ao compromisso. E em julho de 2004, após muita conversa com várias equipes, ele assinaria com o grego Olympiakos, clube no qual jogava o seu compatriota e amigo Giovanni, também ex-Barcelona. Em Atenas, o pernambucano venceu o campeonato grego de 2004-5 e se candidata a repetir o feito em 2006.
Pelo que Rivaldo sabe de bola, é plausível e saudável crer que esse grande artista do futebol mundial ainda volte a brilhar.
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Recife, de maio de 2006
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