
PERNAMBUCO NA SELEÇÃO BRASILEIRA
Júlio José Bezerra
Givanildo é o representante de Pernambuco na Seleção Brasileira de Futebol, convocada na noite de quarta feira, na CBD, para a Copa Atlântica. Para os pernambucanos foi feita justiça, pois desde há muito tempo que o atleta estava merecendo a chance. O Santa Cruz, tem, assim, o seu mais famoso jogador relacionado por Osvaldo Brandão, como um dos 18 jogadores da Seleção Brasileira.
Givanildo José de Oliveira, pernambucano, 27 anos, casado, é profissional do Santa Cruz desde 1969, onde iniciou sua carreira. Chegou para o Arruda em 1968, atuando como ponteiro direito dos juvenis, ascendendo à equipe principal no ano seguinte, a 31 de março, no jogo em homenagem à data da Revolução, como ponteiro esquerdo. No ano seguinte foi deslocado para a posição de médio volante onde permanece até hoje. Esteve na mira do Coríntias, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vasco, Flamengo, Fluminense, Grêmio e recentemente até o Esporte Clube do Recife quis contratá-lo. Muito antes da sua convocação para a Seleção Nacional, o presidente José Nivaldo de Castro o considerou inegociável e imprescindível para a campanha deste ano.
A HISTÓRIA DE UM MENINO POBRE DE OLINDA QUE HOJE É UM CRAQUE NACIONAL
Givanildo, cujo apelido de clube é "Topo Gigio", uma vez que na época em que surgiu no futebol este personagem da TV era coqueluche do momento, disse que não ficou surpreso com a convocação, embora em outras oportunidades tenha se decpcionado.
Há muito tempo que se falava em Givanildo para a Seleção Brasileira e sempre que saia a relação, ele, ansiosamente, esperava seu nome na lista. Desta vez, como das outras, esperou. Mas sem a mesma ansiedade, a fimde evitar nova decepção.
Quando da convocação da seleção da Caixa Econômica, Givanildo foi preterido. De pernambuco seguiram Ramon, do Santa Cruz, Assis, do Esporte. Naquela oportunidade, Osvaldo Brandão, técnico da CBD, confidenciava a amigos que nada tinha a ver coma convocação e que "Givanildo não perdia por esperar".
Quando do jogo Santa Cruz x Cruzeiro, oportunidade em que o Cruzeiro venceu, Brandão em conversa com amigos fazia mil elogios ao futebol de Givanildo, considerando-o um jogador de "excepcionais qualidades".
Ontem a notícia estava confirmada: Givanildo na Seleção Brasileira. O jogador demorou a acreditar, pois afinal de contas "gostaria de saber da confirmação". Ele sabe que a luta será árdua, pois para o meio de campo, além dele próprio, Falcão e Paulo César, do Inter, Rivelino, do Flu, e Chicão, do São Paulo, foram convocados. Não viu injustiça no não chamamento de outros atletas e diz o por que: "Quando deixei de ser convocado não me julguei injustiçado. O Brasil tem muitos jogadores".
Na realidade, daquela "safra" de Luciano, Ramon, Fernando Santana, Rivaldo, Nivaldo, Cuíca, Givanildo, poucos ganharam projeção nacional. Ultimamente, apenas Luciano, ramon e Givanildo eram lembrados para as seleções e finalmente Givanildo teve a sua chance.
Não sendo possuidor de um porte atlético como Chicão, mas com um futebol elegante, técnico e eficiente, Givanildo poderá se firmar como otitular da posição e se garantir para futuras seleções, principalmente com vistas a Copa do Mundo de 1978, quando ele estará com 29 anos, mas em condições de continuar nos planos.
Givanildo, o ex office boy de Paulo Duarte, o garoto do juvenil que Valdomiro Silva quis arrumar um clube no futebol cearense e Gradim não deixou. O menino que Duque resolveu tirar da ponta esquerda para uma emergência e se consagrou como médio de apoio, é, agora, um dos 18 jogadores selecionados por Osvaldo Brandão para a Seleção Brasileira. O menino pobre da Vila Popular, em Olinda, cuja maior preocupação era dar uma melhor condição de vida a seus familiares, se vê agora no ponto mais alto imaginado por qualquer jogador de futebol: convocado para a Seleção Brasileira. De gênio impulsivo, de um comportamento estranho, pois ora se apresenta como um elemento introvertido, ora como um atleta que tem espírito de liderança, eis Givanildo, o craque do Santa Cruz na Seleção Brasileira.
Publicado no Diário de Pernambuco, Recife, em 16.01.1976.
Júlio José Bezerra
Givanildo é o representante de Pernambuco na Seleção Brasileira de Futebol, convocada na noite de quarta feira, na CBD, para a Copa Atlântica. Para os pernambucanos foi feita justiça, pois desde há muito tempo que o atleta estava merecendo a chance. O Santa Cruz, tem, assim, o seu mais famoso jogador relacionado por Osvaldo Brandão, como um dos 18 jogadores da Seleção Brasileira.
Givanildo José de Oliveira, pernambucano, 27 anos, casado, é profissional do Santa Cruz desde 1969, onde iniciou sua carreira. Chegou para o Arruda em 1968, atuando como ponteiro direito dos juvenis, ascendendo à equipe principal no ano seguinte, a 31 de março, no jogo em homenagem à data da Revolução, como ponteiro esquerdo. No ano seguinte foi deslocado para a posição de médio volante onde permanece até hoje. Esteve na mira do Coríntias, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vasco, Flamengo, Fluminense, Grêmio e recentemente até o Esporte Clube do Recife quis contratá-lo. Muito antes da sua convocação para a Seleção Nacional, o presidente José Nivaldo de Castro o considerou inegociável e imprescindível para a campanha deste ano.
A HISTÓRIA DE UM MENINO POBRE DE OLINDA QUE HOJE É UM CRAQUE NACIONAL
Givanildo, cujo apelido de clube é "Topo Gigio", uma vez que na época em que surgiu no futebol este personagem da TV era coqueluche do momento, disse que não ficou surpreso com a convocação, embora em outras oportunidades tenha se decpcionado.
Há muito tempo que se falava em Givanildo para a Seleção Brasileira e sempre que saia a relação, ele, ansiosamente, esperava seu nome na lista. Desta vez, como das outras, esperou. Mas sem a mesma ansiedade, a fimde evitar nova decepção.
Quando da convocação da seleção da Caixa Econômica, Givanildo foi preterido. De pernambuco seguiram Ramon, do Santa Cruz, Assis, do Esporte. Naquela oportunidade, Osvaldo Brandão, técnico da CBD, confidenciava a amigos que nada tinha a ver coma convocação e que "Givanildo não perdia por esperar".
Quando do jogo Santa Cruz x Cruzeiro, oportunidade em que o Cruzeiro venceu, Brandão em conversa com amigos fazia mil elogios ao futebol de Givanildo, considerando-o um jogador de "excepcionais qualidades".
Ontem a notícia estava confirmada: Givanildo na Seleção Brasileira. O jogador demorou a acreditar, pois afinal de contas "gostaria de saber da confirmação". Ele sabe que a luta será árdua, pois para o meio de campo, além dele próprio, Falcão e Paulo César, do Inter, Rivelino, do Flu, e Chicão, do São Paulo, foram convocados. Não viu injustiça no não chamamento de outros atletas e diz o por que: "Quando deixei de ser convocado não me julguei injustiçado. O Brasil tem muitos jogadores".
Na realidade, daquela "safra" de Luciano, Ramon, Fernando Santana, Rivaldo, Nivaldo, Cuíca, Givanildo, poucos ganharam projeção nacional. Ultimamente, apenas Luciano, ramon e Givanildo eram lembrados para as seleções e finalmente Givanildo teve a sua chance.
Não sendo possuidor de um porte atlético como Chicão, mas com um futebol elegante, técnico e eficiente, Givanildo poderá se firmar como otitular da posição e se garantir para futuras seleções, principalmente com vistas a Copa do Mundo de 1978, quando ele estará com 29 anos, mas em condições de continuar nos planos.
Givanildo, o ex office boy de Paulo Duarte, o garoto do juvenil que Valdomiro Silva quis arrumar um clube no futebol cearense e Gradim não deixou. O menino que Duque resolveu tirar da ponta esquerda para uma emergência e se consagrou como médio de apoio, é, agora, um dos 18 jogadores selecionados por Osvaldo Brandão para a Seleção Brasileira. O menino pobre da Vila Popular, em Olinda, cuja maior preocupação era dar uma melhor condição de vida a seus familiares, se vê agora no ponto mais alto imaginado por qualquer jogador de futebol: convocado para a Seleção Brasileira. De gênio impulsivo, de um comportamento estranho, pois ora se apresenta como um elemento introvertido, ora como um atleta que tem espírito de liderança, eis Givanildo, o craque do Santa Cruz na Seleção Brasileira.
Publicado no Diário de Pernambuco, Recife, em 16.01.1976.







